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24/08/2017

Saques de contas inativas do FGTS injetaram R$ 10,8 bilhões no comércio

Entre os oito segmentos do comércio varejista, o mais impactado pelos saques do FGTS foi o setor de vestuário e calçados, que recebeu R$ 4,1 bilhões


Os recursos decorrentes de saques nas contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) geraram um impacto positivo de R$ 10,8 bilhões nas vendas do comércio varejista, entre março e julho deste ano. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, o valor corresponde a 25% do total sacado (R$ 44 bilhões) e foi responsável por 1,4% das vendas do varejo no período.

Entre os oito segmentos do comércio varejista, o mais impactado pelos saques do FGTS foi o setor de vestuário e calçados, que recebeu R$ 4,1 bilhões. Também foram impactados os setores de hiper e supermercados (R$ 2,8 bilhões), artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 1,3 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,2 bilhão).
De março a julho deste ano, foram pagos mais de R$ 44 bilhões relativos às contas inativas do FGTS. Puderam sacar o benefício trabalhadores que tiveram contrato de trabalho encerrado sem justa causa até 31 de dezembro de 2015.

Recuperação
Apesar do reforço, a entidade avaliou que a recuperação parcial do varejo em 2017 depende de um cenário de desaceleração dos preços e de melhoria das condições de crédito. Para a CNC, a recuperação consolidada do setor precisa da reativação do nível geral de atividade econômica e dos seus reflexos positivos nas condições do mercado de trabalho.

Ainda conforme a entidade, o ramo de vestuário e calçados se destaca no processo de recuperação do varejo em 2017. Na comparação dos seis primeiros meses deste ano com igual período do ano passado, a elevação de 0,3% do volume de vendas no segmento é o mais expressivo entre os 10 ramos que compõem o varejo no conceito ampliado da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A CNC avaliou ainda que, em complemento à evolução mais favorável dos preços, o recuo no valor médio das prestações de empréstimos contraídos pelas pessoas físicas tem favorecido a reação das vendas em segmentos que dependem mais das condições de financiamento. Pelas análises da entidade, houve recuo nominal de 7,8% no valor médio das parcelas dos empréstimos e financiamentos contraídos nos últimos 12 meses.


                                                                                         Fonte: Agencia Brasil Notícias


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