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19/01/2018

Faturamento do varejo na região de Jundiaí cresce 3,2%

Segundo pesquisa da FecomercioSP em relação ao mês de outubro, resultado foi impactado, principalmente, pelos segmentos de outras atividades (3,3%); materiais de construção (8,2%); e concessionárias de veículos (6,6%)


Em outubro de 2017, as vendas do comércio varejista na região de Jundiaí atingiram R$ 3,1 bilhões, alta de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2016. No acumulado de janeiro a outubro, houve aumento de 5,1%, e, na somatória dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 5%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

 

Entre as nove atividades analisadas na pesquisa, apenas o segmento de lojas de móveis e decoração apresentou retração nas vendas (-8,5%) na comparação com o mesmo mês de 2016, o que gerou impacto negativo de 0,1 ponto porcentual (p.p.) no resultado geral do varejo em outubro.

 

De acordo com Edison Maltoni, presidente do Sincomercio Jundiaí e Região, essa crescente no faturamento do comércio varejista representa sinais de retomada da economia, que já vínhamos detectando lentamente no ano passado. “Esperamos que 2018 continue com bons saldos no nosso segmento”, salienta.

 

Os destaques positivos ficaram por conta dos segmentos de outras atividades (3,3%); concessionárias de veículos (6,6%); e materiais de construção (8,2%); que, somados, contribuíram com 1,8 p.p. para o resultado do mês.


Desempenho estadual

Em outubro, as vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo cresceram 4,3% em relação ao mesmo mês de 2016 e atingiram R$ 52,7 bilhões, R$ 2,17 bilhões acima do apurado no mesmo período do ano anterior. Com esses resultados, a variação acumulada no ano de 2017 foi de 4,4%, que, em termos reais, representa um faturamento superior ao registrado entre janeiro e outubro de 2016 de R$ 21,2 bilhões.

 

Como tem sido recorrente há meses, em outubro, o desempenho do varejo foi positivo em todas as 16 regiões analisadas, com destaque para as regiões de Guarulhos (10,4%), Taubaté (8,4%) e Araçatuba (7,5%).

 

Todas as nove atividades pesquisadas mostraram aumento em seu faturamento real em outubro, com destaque para concessionárias de veículos (9,2%); outras atividades (3,3%); e materiais de construção (8,5%); que, somadas, contribuíram com 2,4 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

 

De acordo com a FecomercioSP, o ciclo de recomposição das vendas varejistas permanece sustentado pela conjunção positiva de inflação, emprego e crédito, que elevou o nível de confiança das famílias e das empresas. O processo de recuperação permanece liderado pelo segmento de bens duráveis, o mais afetado pela crise 2014-2016, quando sofreu retração de vendas de 30%. As atividades ligadas ao comércio desses bens apresentaram um resultado acima das estimativas traçadas no início de 2017, o que indica que os consumidores estão mais seguros para a aquisição de bens dependentes de crédito, em função da melhoria de suas expectativas.

 

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

 

 As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

(Fonte: FecomercioSP)


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